#Os Intocáveis#




A Fantástica Fábrica de Chocolates (Charlie and the Chocolate Factory, 05)


 

PARTE 1

Pode conter SPOILERS, incluindo de outros filmes do Burton

Outro filme que não consigo decidir as estrelas. Pensava estar decidido, porém ao ver as fotos do filme meu coração começou a bater mais forte. Difícil... Posso dizer que este é o filme que mais ansiava neste ano. Gosto muito de Burton, de Depp e da primeira versão. E ao contrário do que ocorreu com Guerra dos Mundos, este não me decepcionou nem um pouco. Falta-me inspiração para escrever sobre o filme, e acho que ainda preciso revê-lo para poder opinar concretamente sobre tudo que achei sobre ele e ter idéias mais claras. Portanto creio que aqui expressarei uma opinião geral do filme, e tentarei discutir algumas opiniões polêmicas que surgiram, e algumas análises.

Inicialmente posso dizer que como filme mais esperado do ano por mim (e agora o que mais espero é As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa, o trailer é um primor e eu até fico emocionado ao vê-lo), ou seja, altas expectativas em torno da nova produção de um dos melhores diretores da atualidade. Todas cumpridas a partir do momento em que ele criou uma história real de fantasia, colocando clichês mas envolvendo-os num grau de bizarrice e contra pontos a esses clichês que a história ganha uma nova dimensão de se contar uma fábula. A Fantástica Fábrica de Chocolate não é um filme infantil, sua abordagem é muito mais complexa mesmo tendo um enredo com tal apelo. Cópias dubladas e censura livre é algo absurdo, visto que  (dizem que)Quarteto Fantástico é um filme bem infantil e está com censura de 10 anos (algo novo para mim, sempre pensei que a censura era a partir dos 12 anos); Burton filmou fábulas anteriormente, com um estilo de abordagem bem similar e longe de serem infantis: Edward Mãos de Tesoura e Peixe Grande.

Tim Burton reinventou o cinema com sua estética, os filmes dele não são apenas conteúdo ou tem este como centro de suas produções, o estético vale muito, um visual inovador, diferente, estranho, e extravagante. Peguem qualquer filme dele, qualquer um e me digam se o visual não chama muito a atenção, ainda mais nas obras mais obscuras dele. Até mesmo a animação que roteirizou (e fez dela o que é) contém toda aquela atmosfera bizarra presente em outros filmes dele. Burton é um grande contador de fábulas, mas não fábulas feitas para qualquer criança (ou só para elas), as fábulas dele possuem moral, como qualquer outra fábula, mas sua profundidade existe, e faz com que as pessoas reflitam e pensem (diferente das fábulas tradicionais que entregam tudo ao final, fazendo com que a pirralhada não exerça raciocínio).

Especulou-se muito sobre a personagem de Johnny Depp, Willy Wonka, ter muito de Michael Jackson. O pai de ambos teria traumatizado-os a ponto de torná-los seres excêntricos e lunáticos, causando diversos problemas em suas fases adultas. Discordo. E muito. Não creio que este incremento no roteiro venha de uma influência causada pela overdose de Jackson na mídia, e sim, pela própria história de Burton. Este sempre teve problemas com o pai, com quem deixou de falar a partir dos 12 anos de idade. Isto foi muito comentado com o lançamento de Peixe Grandes e suas Histórias Maravilhosas e o falecimento de seu pai. Já é recorrente em sua filmografia a presença de um pai, alguém que esteve lá em algum momento de sua vida, mas que dela saiu rapidamente.

Evidências:

1 - Edward Mãos de Tesoura - O suposto pai do Edward, seu criador, deixou um trabalho não terminado, sua morte causa o isolamento de uma criatura com tesouras no lugar de mão que seriam substituidas. Seu criador pretendia fazer dele homem, como todos os outros, mesmo tendo sido confeccionado. A morte dele, devido a velhice, deixou um aberto no coração de Edward, e este se tornou um ser recluso, incapaz de discernir o certo do errado.

2 - Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas - Will Bloom detestava as mentiras de seu pai, Ed Bloom. Isso fez com que se afastassem. Will não conseguia acreditar nas histórias fantasiosas e, por que não, maravilhosas. Com isto em mente, Will tornou-se órfão de pai, sempre querendo distância do simpático velho carente. Tal prepotência do pai tornou Will em alguém amargo e contra a fantasia, crendo sempre me apenas fatos. E é apenas na morte de Ed que Will se dá conta da importância de seu pai na sua vida, independendo das características. Ele se arrepende e quer a redenção. Quer a aproximação do pai para aquilo que se torne eterno.

3 - A Fantástica Fábrica de Chocolates - Willy é filho de um dentista obsecado com uma arcada dentária perfeita para seu filho, proibindo-o de comer doces de qualquer tipo. Ao experimentar o doce gosto do chocolate, Willy sai de casa, falando que se tornará um grande chocolateiro. Seu pai desaprova e fala que se sair de casa, não deve mais retornar. Willy então se torna alguém com aversão a família, pois esta não o compreendeu e deu-lhe as costas num período influente de sua vida. A infância para Willy fora traumatizante, sempre lembrando dela com asco e indiferença. Porém ao ver que Charlie jamais largaria a família pelo monopólio daquela belíssima fábrica. Charlie então o leva a rever seu pai, e consegue mais uma chance e uma redenção possível.

Eu vejo nisso uma espécie de evolução. Primeiro - em Edward - Burton vê seu pai como uma figura de abandono, não o preparando direito para uma vida adulta, como alguém que sumiu do nada sem terminar o que deveria.  Depois em Peixe Grande, com seu pai já beirando a morte vêm o sentimento de culpa talvez, querendo uma redenção naqueles momentos finais de uma vida tão difícil e traumatizante. Em A Fantástica Fábrica de Chocolates, Burton já vai pelo fantástico e tenta criar algo que ele não teve em vida, a reconciliação com seu pai, a segunda chance. A redenção que não veio aparentemente, tenta neste longa ganhar forma, e até, talvez, homenagear sua figura paterna. E assim Burton junta o fictício e o real querendo mostrar como um não vive sem o outro, corraborando para um mutualismo entre o pessoal privado e o pessoal público.

PS.: Pela primeira vez escrevi além da cota, o texto terá de ter, obrigatoriamente duas partes.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 23h35
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Anima Mundi 2005 -
13º Festival Internacional de Animação do Brasil
Parte 6

TOP 10 Curtas Metragens do Anima Mundi 2005 que eu vi

10 - Agricultural Report (Irlanda, 04) Dir.: Melinda Sydney Padua

9 - Abba to Zappa (RU, 04) Dir.: Smith & Foulkes

8 - Gopher Broke (EUA, 04) Dir.: Jeff Fowler

7 - Weihnachtsessen (Alemanha, 04) Dir.: Elmar Weinhold e Andreas Menck

6 - Learn Self Defense (EUA, 04) Dir.: Chris Harding

5 - Not There Yet (Irlanda, 04) Dir.: Jason Tammemagi

4 - Ryan (Canadá, 04) Dir.: Chris Landreth

3 - Rex Steele: Nazi Smasher (EUA, 04) Dir.: Alexander Woo

2 - Vita Ex Musica (França, 04) Dir.: Azad Lusbaronian, Léandre Lagrange e Antoine Dekerle

1 - À Travers Mes Grosses Lunettes (Canadá, 04) Dir.: Pjotr Sapegin



 Escrito por Gabriel Carneiro às 00h18
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Anima Mundi 2005 -
13º Festival Internacional de Animação do Brasil
Parte 5

Papo Animado Chris Landreth

The End (Canadá, 95)  [74]
Bingo (Canadá, 98)  [73]
Ryan (Canadá, 04)  [89]
Walking (Canadá, 68)  [66]
Street Musique (Canadá, 72)  [51]
The Listener (Canadá, 91)  [26]

Chris Landreth é um cara legal, pelo menos pela sua filmogarfia. Tirando The Listener, seu primeiro contato com animações e usado mais como um experimento do 3D, toda ela é muito boa. Landreth tem uma vazão muito surrealista, não retratando as pesoas pela sua aparência física, mas sim a aparência depois de tudo que ocorreu ao decorrer de sua vida. As marcas que ficaram no seu psicológico ganham o físico da pessoa, mas nunca a transformam em algo difrente do que ela é. Tudo isso é visto claramente no curta documental de animação Ryan (o ganhador do Oscar), sobre a vida de Ryan larkin, um dos grandes expoentes da animação que após traumas se tornou mendigo. Larkin tornou-se viciado em cocaína e em álcool, e após um tempo toda sua criatividade acabou. O curta é poético e dá vazão para toda expressão de Landreth. A cena em que Larkin explica a razão que não abandonará a cerveja para voltar a ativa é de partir o coração. É a história de quem perdeu as esperanças. Nesse programa ainda somos agraciados com os históricos curtas de Larkin que mudaram uma geração de animadores, Walking e Street Musique. O primeiro é formado por diferentes tipos de andar, e é algo agradável de se ver. O segundo já achei meio pedante. Landreth merece todo o destaque possível.

El Sueño de una Noche de San Juan (Espanha, 05)  [73]

O único longa metragem que vi foi esse espanhol. Uma agradável adaptação sobre Sonhos de uma Noite de Verão, do Shakeaspere. Dose de humor na medida certa, memso tendo uma apelção mais infantil. melhor que muito longas de grandes estúdios americanos, ganaha pelo humor ingênuo e por uma história de fantasia crível. O duque está perdendo a vontade de viver, sendo assim Tristana perde sua vida, e o mundo da fantasia praticamente se extingue. A jovem Elena, que não acredita mais no faz de conta; Lisandro, um sonhador apaixonado por Elena e o vilão-que-se-faz-de-bonzinho partem para o mundo da fantasia para trazer vida para o duque (pai de Elena). Mas só com Elena voltando a acreditar em tudo aquilo algo poderá ser feito. Gosto dessas animações simpáticas. A piada da música "Tempo, Falta pouco tempo" é genial.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 00h51
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Anima Mundi 2005 -
13º Festival Internacional de Animação do Brasil
Parte 4

Curtas 20

Grrr (RU, 04)  [60]
Festival Qualite (França, 04) 0 [0]
Cuilín Dualach (Irlanda, 04)  [70]
Sunday, Corner Tap (EUA, 04)  [67]
Moon (Itália, 03)  [20]
Aquatoria (Bulgária, 04)  [80]
Une Histoire Vertebrale (França, 03)  [65]
La Poupée Cassée (França, 05) 0 [0]
In the Rough (EUA, 04)  [83]

O melhor da sessão é o curta da Blur Productins, In The Rough, a mesma produtora de Gopher Broke, sobre um homem das cavernas que enfrenta tudo, em busca de comida e sobrevivência, menos sua esposa. até ela ficar em perigo. Bem engraçado. Aquatoria é sobre um peixe estranho que não quer ficar de jeito algum em seu aquário. Acima eu falei que conflito não é necessário se a história for bem conduzida, este é um exemplo. Cuilín Dualach é um curta muito simpático e até bem clichezinho, mas não tem como não se encantar com a história desse garoto excluído por todos por ter a cabeça virada para as costas. La Poupée Cassée conta algo sem a menor lógica, e não entendi direito a razão de tudo aquilo, de tão absurdo e idiota perde compeltamente a noção do que se está propondo.

Animação em Curso 1 (este é composto por trabalhos realizados em faculdades e cursos)

Sombras (Brasil, 04)  [50]
Illume (EUA, 05) 0 [7]
Le Voleur D'Eclats (França, 04)  [82]
Pingüin's History (Espanha, 04) 0 [0]
Pedras e Balas (Brasil, 04)  [69]
O Lixo (Brasil, 05) 0 [0]
Bus Stop (RU, 04)  [47]
Une Douce Illusion (França, 04) 0 [0]
The Cake (Israel, 04) 0 [0]
Vent De Sel (França, 04)  [53]
Weihnachtsessen (Alemanha, 04)  [87]
Steam Team (França, 04)  [70]

Para trabalhos universitário e cursos, o nível é muito bom. Ainda mais comparado ao profissionais. Nesse programa vi coisas muito superiores e muito mais originais que na média geral. Mas não é por isso que as porcarias não existem, existem e em massa. Weihnachtsessen é muito bom, um coelho (da páscoa) que tenta convencer uma loba fminta a não transformá-lo em alimento para ela e para os filhotes. Muito bem feito também. Le Voleur D'Eclats é uma história muito bizarra sobre um homem pássaro que sequestra uma garota que acaba por se apaixonar por ele, cativou-me bastante. Steam Team também apela para o absurdo, mas funciona pela sua simplicidade, a história de dois alienígenas que pousam na Terra visando encontrar o imperador e se deparam com um anão de jardim. O Lixo é um título auto-explicativo, o filme é realmente um lixo (perdoem o trocadilho). Quem teve a brilhante idéia de fazer um curta onde uma pessoa anda pela rua, ouve um barulho da lata de lixo, dentro dela salta uma cobra gigante e o engole? Quem teve essa brilhante idéia? É isso que eu falo sobre ausência de conflito ou história.

Papo Animado Georges Schwizgebel

Vol d'Icare (Suíça, 74)  [28]
Perspectives (Suíça, 75)  [25]
Hors-jeu (Suíça, 77)  [34]
Le Ravissement de Frank N. Stein (Suíça, 82)  [53]
78 Tours (Suíça, 85)  [50]
Le sujet du tableau (Suíça, 89)  [67]
La Course à l'Abîme (Suíça, 92)  [64]
L'Année du Daim (Suíça, 95)  [25]
Fugue (Suíça, 98)  [24]
Zig Zag (Suíça, 96) 0 [10]
La Jeune Fille et les Nuages (Suíça, 00)  [32]
L'homme sans Ombre (Suíça, 04)  [71]

Georges Schiwzgebel é um cara que possui uma belíssima estética para sua animações, todas feitas através de pinturas e são muito bonitas. O suíço recebeu nesta edição uma homenagem, mostrando toda sua filmoagrafia. Percebe-se um padrão em seus filmes, infelizmente não é algo bom. Haja paciência para aguentar essa sessão sem dormir. São filmes muito chatos e monótonos. Uma palavra resume o que ele mostra: repetição. Todos os curtas dele são maçantes por repetirem as mesmas cenas diversas vezes. Sim, ele possui curtas interessantes, mas somente pela abordagem, e não pela linguagem. Os curtas que gostei transmitiram-me algo além de tédio. Mas no resto caem na falta de um roteiro, pois não passa de um amontoado de imagens que tentam se juntar e formar algo, sem sucesso. Só dei duas estrelas para Le Ravissement de Frank N. Stein pela homenagem ao clássico A Noiva de Frankeinstein, que ganha uma bonita abordagem e se o curta inteiro fosse daquela maneira, sem dúvida seria um dos melhores do festival.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 11h24
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  Anima Mundi 2005 -
13º Festival Internacional de Animação do Brasil
Parte 3

Curtas 12

YTV "3 Hairy Thumbs Up" Show Packaging (Canadá, 04) 0 [0]
Portal (RU, 04) 0 [0]
Wake Up (França, 04) 0 [0]
Bequadro (Brasil, 05)  [81]
L'Inventaire Fantome (França, 04)  [50]
Not There Yet (Irlanda, 04)  [88]
Fable (EUA, 04)  [17]
Empreintes (Canadá, 04) 0 [0]
The Room (Coréia do Sul, 05)  [11]

Provavelmente a pior sessão. Só gostei de dois curtas, bastante engraçados. Bequadro é o melhor curta brasileiro que vi, brincando com os famosos "erros de gravação" ao final. São notas musicais que entram em conflito para ver quem vai ficar naquela página. Muito criativo. E Not There Yet, uma crítica muito humorada ao sistema de transporte. Mostrando que nunca você vai chegar lá, e semrpe algo errado irá acontecer e você não cehgará ao seu destino. O final é genial, dedicando o curta ao Ministro do Transporte. L'Inventaire Fantome possui uma das animação mais bonitas esteéticamente falando, porém seu conteúdo deixa a desejar. O resto é tão ruim que nem vale a pena comentar, eu não entendo essa mania de fazer filmes sem história ou conflito.

Curtas 16

Hector (França, 04) 0 [0]
Nuit Blanche (França, 04)  [72]
True Color (França, 04) 0 [0]
Tokyo Fantasia (Japão, 05) 0 [4]
A-GI-NA-MU (Coréia do Sul, 04)  [31]
Maria Dolores (Brasil, 05)  [50]
Wrong Number, Phone message (Canadá, 03) 0 [0]
Bek (Holanda, 04)  [39]
Chahut (França/Bélgica, 05)  [58]

Retiro o que disse acima, este é, sem dúvidas, o pior dos programas que vi. Só gostei de dois que são completamente esquecíveis. Tanto que eles nem valem um comentário. Tem uma coisa que eu não entendo, não é só porque é um curta de animação, que não precisa ter história ou conflito, precisa sim. É animação mas é filme, só muda a forma de linguagem. Ele precisa ter algo em se apoiar e não em apenas imagens desconexas ou algo que começa e acaba sem dizer nada. Imaginem que filme você no caminho da sua casa ou seu trabalho, sem falas ou qualquer coisa assim, só você percorrendo esse caminho, vocês achariam interessante ou bom, ou apenas entediante? Eu acho entediante. Agora, imaginem isso com criações não rotineiras, algo não usual, mas com a mesma essência. Soa falso e prepotente. Então, além de entediante, é falso e prepotente. O pior é quando é isso, adicionando uma série de imagens sem continuidade alguma. Chega a me irritar profundamente isso. Mas principalmente, conflitos devem existir, a não ser que seja uma história suficientemente interessante e que prenda a atenção e trasmitam algo, e não apenas imagens.

Curtas 19

Abba to Zappa (RU, 04)  [85]
Tudo (Brasil, 05) 0 [0]
Learn Self Defense (EUA, 04)  [88]
Fauna Sutra (Holanda, 04)  [45]
Love Cube (Itália, 04) 0 [4]
Será que ela vem?  (Brasil, 03)  [23]
Kutoja (Finlândia, 05)  [53]
Round Zero (França, 04)  [62]
Handshake (EUA, 04)  [70]
Rock Opera (EUA, 02)  [49]
Poldek (Suíça, 04) 0 [0]
Agricultural Report (Irlanda, 04)  [85]

O melhor curta da sessão portifólio (de animações feitas para propaganda) é esse Abba to Zappa, interessantíssimo. Um dicionário musical, onde a cada letra do alfabeto, mostra-se um nome da música. Sempre detestei Pato Fu, e ver um clipe deles no cinema foi um dos piores desprazeres que tive, portanto Tudo recebeu 0. Learn Self Defense é hilário, tratando da insegurança das pessoas ao sair da rua, já que não estão mais seguras mesmo em suas casas. Portanto, a solução é aprender a auto defesa. Este curta e um guia prático de como aprender a se defender, passo a passo. O resultado é um paradigma a nossa sociedade violenta. Poldek é um sério candidato a "pior coisa que já vi na minha vida", completamente irritante a história desse cachorro faminto e sua dona. Como eu detestei esse curta, não há como descrver, posso apenas dizer que ultrapassa os limites que repulsa. Agricultural Report é a história de uma vaca que escuta no rádio algo sobre uma nova doença, e ela começa a ficar paranóica. Um humor que funciona muito bem. Nessa sessão, imprópria para menores de 16 contém dois curtas que falam sobre sexo, nenhum deles bom, mas pelo menos um é criativo, Fauna Sutra, que é o Kama Sutra dos animais.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 00h56
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Anima Mundi 2005 -
13º Festival Internacional de Animação do Brasil
Parte 2

Agora, deixando um pouco o lado didático, minha opinião sobre os filmes vistos. Os curtas metragens são agrupados em programas, cada um contendo em média dez curtas e exibidos.

Curtas 3

Peace Running (França/RU, 04)  [60]
Mismo Olor (Brasil, 04)  [45]
Ego Sum Alpha et Omega (Alemanha, 05)  [82]
Moodswing (Bélgica, 03) 0 [0]
Birdon (EUA, 03)  [68]
City Paradise (RU, 04) 0 [0]
Mue et Remue (Canadá, 05)  [20]
The Tale of the Deceptive Dog (Noruega, 03) 0 [0]
Amfraid (França, 04)  [57]
Conduite Accompagne (França, 04)  [49]

Mesmo sendo um sessão relativamente fraca, existem alguns curtas interessantes. O melhor disparado, Ego Sum Alpha et Omega mostra o despropósito de nossas vidas, que se tornaram entediantes, rotineiras e similares. Um homem, nú, cai e começa a caminhar, a cada obejto que encontra, há uma mudança na paisagem ao lado que vai se construindo, até ele se tornar um funcionário de uma empresa, trabalhando num cubículo, como outras pessoas idênticas na aparência. Muito interessante. Birdon é sobre um simpático pássaro que sonha com uma liberdade. Moodswing é um horrendo curta feita a base de recortes, que tenta usar um a dose do sitcom de humor e satirizá-los. Não funciona, a história é capenga e extremamente irritante. Um filme que quer fazer parte do que chamamos de cultura pop. City Paradise é o pior da sessão, completamente ilógico e idiota, com um estilo de animação similar a Ângela Anaconda, com rostos verdadeiros, presos a um corpo animado muito mal feito. Tentando ser sempre peculiar e diferente.

Curtas 5

Snickers - Dentaduras (Brasil, 04)  [25]
Joey (Canadá, 04)  [18]
After (RU, 05)  [80]
Rex Steele: Nazi Smasher (EUA, 04)  [90]
Slide (Canadá, 05) 0 [0]
Nave Mãe (Brasil, 04) 0 [5]
Zasukanec (Alemanha/Eslovênia, 04)  [40]
Lunolin, petit naturaliste (França/Bélgica, 05) 0 [8]

Uma das minhas três notas máximas se encontravam nos Curtas 5, Rex Steele: Nazi Smasher, uma hilária satira ao heróis americanos, ao patriotismo extremado, e aos quadrinhos de ação. Brilhante realização, sobre Rex Steele, o esmagador de nazistas, que vem até a Amazônia acabar com os planos dos nazistas escondidos. Uma das poucas sessões que me fizeram realmente rir. After é um curta mais sério, mais cabeça, que mexe muito com a auto estima e questões psicológicas. A animação é feita principalmente de argila, e uma personagem vai se construindo a partir de seu aprendizado. Joey é um clipe bem ruim, não conheço a banda, mas detestei a música. O clipe animado não ajuda. Slide não tem história. E Nave Mãe é algo patético, tenta ser engraçado, mas só cai no ridículo.

Curtas 8

Cartoon Network "Shocktober" (Canadá, 03)  [76]
The Toon Horror Picture Show (França, 04) 0 [0]
Vita Ex Musica (França, 04)  [96]
Badgered (RU, 05)  [69]
Elle (França, 04)  [65]
À Travers Mes Grosses Lunettes (Canadá, 04)  [96]
Cirkus (Dinamarca, 04) 0 [0]
Herr Würfel (Suíça, 04)  [54]
Gopher Broke (EUA, 04)  [87]

A melhor sessão disparado, sem a menor dúvida. Eu só realmente desgostei de dois, o que é pouco se comparado ao resto. Dois curtas brilhantes: Vita Ex Musica e À Travers Mes Grosses Lunettes. O primeiro, um curta sobre um ser abandonado, largado no mundo, onde música é a única coisa que pode trazer um pouco de vida e felicidade para sua cidade. Ele se encontra apaixonado por uma manequim, e para tentar conseguir fazê-la viver, toca para ela. Mas tal intensidade só causa a destruição dela. Ele se enfurece. Genial, lindo, soberbo. O segundo trata de um avô que tenta convencer seu neto a colocar o gorro para sair, este não o queria colocar. Então, seu avô começa a contar história de seu passado, falando sobre a Segunda Guerra Mundial, como seus pais perseguidos o abandonaram, e ele teve de ser cuidado pela sua tia. Ele fora um garoto rebelde, que estava sempre se encrencando. Cnta de como foi para guerra, e que quando voltou os pesadelos o acompanham, até ele falar o porquê se deve colocar o gorro. Lindo. De um sensilidade extrema. Gopher Broke é um roedor que tenta a todo custo se alimentar, mas sempre é impedido, muito engraçado. Uma produção Blur, que traz sempre a peculiaridade e consegue ser engraçado. Badgered é muito simpático, impossível não gostar. Cirkus é deprimente, uma tentativa banal de se mostrar o fim do circo, a oposição do que ele representa.

PS.: O limite de caracteres me impede de postar mais, então esse especial terá umas 4 ou 5 partes, e pretendo postar todas as partes essa semana.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 13h16
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Anima Mundi 2005 -
13º Festival Internacional de Animação do Brasil
Parte 1

 O Anima Mundi tem ganhado cada vez mais atenção da mídia, tornando-se de fato um exemplar em festivais. O que diferencia este festival de todos os outros é pricipalmente pelo fato de ser um festival exclusivo de animações de todo mundo, composto principalmente por curtas metragens. Um grande atrativo para os fãs de cinema e de animações reside nesse aspecto. curtas metragens não dão dinheiro e não atraem o grande público, é muito difícil conseguir-se patrocínio, pois a distribuição é praticamente impossível. No atual mercado, só os curtas da Pixar saem ganhando, sendo geralmente exibidos anteriormente aos seus longas metragens arrasa-quarteirões. Isso é um dos fatores do Anima Mundi se tornar uma especiaria no Brasil. Só assim você terá a oportunidade de conferir tais produtos, que muitas vezes, são imperdíveis. O festival ainda conta com a exibição de longas metragens não lançados comercialmente aqui.

Quem pensa que o Anima Mundi só é feito de filmes, engana-se. Durante todo o festival você muito em relação a animações. Palestras de convidados, que esse ano conta com Rui de Oliveira, famoso pela abertura do primeiro O Sítio do Pica-Pau Amarelo, entre outros convidados, como Chris Landreth (ganhador do Oscar de melhor curta de animção de 2005, por Ryan), Georges Schwigebel, Igor Kovalyov e Ron Diamond/ACME - estes são geralmente homenageados por suas obras, tendo uma sessão com seus curtas apenas, que vale muito para conhecer o trabalho do diretor muito pouco conhecido; workshops, onde você pode desenvolver sua criatividade e aprender como funciona mecanismo de diferentes estilos de animação, desde desenhos até pixilation, você pode ver suas produções nas telas - são atividades muito divertidas, mesmo sendo difícil para alguém que não possui prática ou talento, como eu, mas adorei criar na película e na areia. No ano passado começou-se uma nova tradição, o Anima Mundi Expo, onde empresas e escolas técnicas apresentam seu trabalho voltado a animações. Partes de cursos e palestras são feitas, e inclusive várias promoções quanto a cursos gratuitos.

O festival ocorre em São Paulo e no Rio de Janeiro, geralmente exibido no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), este ano houve uma mudança. Em São Paulo, quem recebe este ano o festival é o Memorial da América Latina. Ainda não entendo porque o número de dias em São Paulo é consideravelmente menor. No Rio, o festival ocorreu do dia 8 ao 17, e em São Paulo do dia 20 ao 24. Assim sendo, as oportunidades dos paulistas de conferirem mais filmes se limita.

O número de filmes exibidos neste ano está em volta de 370. No ano passado ultrapassavam os 600. Segundo os organizadores a mudança está ligada a qualidade. Diz-se que a seleção foi muito maior, aumento a qualidade, e que assim os espectadores teriam mais chances de conferir os filmes, devido a repetência. Isso é muito subjetivo e questionável. Não só pelo fato de eles não terem selecionado filmes que poderiam ser interessantes, mas também pelo altíssimo nível de bobagens e idiotices que eu tive o desprazer de ver. Vi aproximadamente 90 curtas metragens no total, e mais da metade é um lixo completo. Nunca dei tanta nota baixa na minha vida, aliás, nunca vi tanta porcaria no mesmo dia. E se for para dar mais qualidade ao festival com uma possível redução, precisam reduzir, então, mais ainda.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 23h45
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Filmes de 2004

Eis aqui todos os filmes que eu vi de 2004, exceto curtas metragens, por ordem de preferência. Muitos filmes eu não vi, e só verei nos próximos anos, então encerro aqui a lista. Esperei até agora para lançar a lista visando estréia recorrentes do ano passado aqui.

  1. Brilho Eterno de uma Mente sem Lambranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 04)
  2. Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset, 04)
  3. O Expresso Polar (The Polar Express, 04)
  4. Closer - Perto Demais (Closer, 04)
  5. Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 04)
  6. Diário de uma Paixão (The Notebook, 04)
  7. Diários de Motocicleta (The Motorcycles Diaries, 04)
  8. A Queda! - As Últimas Horas de Hitler (Der Utergang, 04)
  9. Colateral (Collateral, 04)
  10. O Cachorro (El Perro, 04)
  11. O Castelo Animado (Hauru no Ugoku Shiro, 04)
  12. Kill Bill Vol.2 (Idem, 04)
  13. Efeito Borboleta (The Butterfly Effect, 04)
  14. Sideways - Entre Umas e Outras (Sideways, 04)
  15. Mar Adentro (Mar Adentro, 04)
  16. O Terminal (The Terminal, 04)
  17. O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, 04)
  18. Jogos Mortais (Saw, 04)
  19. 9 Canções (Nine Songs, 04) 
  20. Tróia (Troy, 04)
  21. Redentor (Idem, 04)
  22. Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland, 04)
  23. O Clã das Adagas Voadoras (Shi Mian Mai Fu, 04)
  24. Nina (Idem, 04)
  25. O Lenhador (The Woodsman, 04)
  26. Edukators (Die Fetten Jahre Sind Vorbei, 04)
  27. A Vida Marinha com Steve Zissou (The Life Aquatic with steve Zissou, 04)
  28. Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, 04)
  29. Meninas Malvadas (Mean Girls, 04)
  30. De-Lovely - Vida e Amores de Cole Porter (De-Lovely, 04)
  31. Homem Aranha 2 (Spider Man 2, 04)
  32. Machuca (Idem, 04)
  33. Shrek 2 (Idem, 04)
  34. Mondovino (Mondovino, 04)
  35. Os Incríveis (The Incredibles, 04)
  36. Má Educação (La Mala Educación, 04)
  37. Eterno Amor (A Very Long Engagement, 04)
  38. Kung Fusão (Gong Fu, 04)
  39. Fahrenheit 11 de Setembro (Fahrenheit 9/11, 04)
  40. Hora de Voltar (Garden State, 04)
  41. Caiu do Céu (Millions, 04)
  42. Matadores de Velhinhas (The Ladykillers, 04)
  43. Ray (Ray, 04) 
  44. Ninguém Pode Saber (Dare Mo Shiranai, 04)
  45. O Aviador (The Aviator, 04)
  46. Entrando Numa Fria Maior Ainda (Meet the Fockers, 04)
  47. Desventuras em Séries (Lemony Snicket's Unfornutable Events Series, 04)
  48. Super Size Me - A Dieta do Palhaço (Super Size Me, 04)
  49. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisioner of Azkaban, 04)
  50. Meu Tio Matou um Cara (Idem, 04)
  51. O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow, 04)
  52. Hellboy (Idem, 04)
  53. Alfie - O Sedutor (Alfie, 04)
  54. Querido Frankie (Dear Frankie, 04)
  55. A Paixão de Cristo (The Passion of Christ, 04)
  56. Alexandre (Alexander, 04)
  57. Quero Ficar com Polly (Along Came Polly, 04)
  58. Janela Secreta (The Secret Window, 04)
  59. Spartan (Spartan, 04)
  60. Eu, Robô (I, Robot, 04)
  61. O Espanta Tubarões (Shark Tale, 04)
  62. A Vila (The Village, 04)
  63. O Segredo de Vera Drake (Vera Drake, 04)
  64. Meu Vizinho Mafioso 2 (The Ten Whole Yards, 04)
  65. Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 04)
  66. Contra Corrente (Undertow, 04)
  67. Cazuza - O Tempo Não Pára (Idem, 04)
  68. Maria Cheia de Graça (Maria Full of Grace, 04)
  69. Bridget Jones - No Limite da Razão (Brigdet Jones: The Edge of Reason, 04)
  70. Garfield - O Filme (Garfield, 04)
  71. Celular - Um Grito de Socorro (Cellular, 04)
  72. Melinda e Melinda (Melinda and Melinda, 04) 
  73. O Enviado (Godsend, 04) 
  74. Olga (Idem, 04)
  75. O Sétimo Dia (El Séptimo Dia, 04)
  76. Tentação (We Don't Live Here Anymore, 04)
  77. Os Esquecidos (The Forgotten, 04)
  78. Taxi (Taxi, 04)
  79. Chamas da Vingança (Man on Fire, 04) 
  80. O Grito (The Grudge, 04)


 Escrito por Gabriel Carneiro às 22h39
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O Castelo Animado (Hauru no Ugoku Shiro, 04)


 

Começo este review sem saber que nota atribuir ao filme. É maravilhoso? É. Mas ainda não sei se dou 4 ou 5 estrelas. Algo ainda me corrói, mas sei que com certeza figura entre os melhores do ano. Esperava por esse filme já fazia um bom tempo, tal anseio aumentou ao ver o poster e o trailer. Anteontem vi a pré-estreia. A estreia é só no dia 5 de agosto. Isso é uma pena, para os outros que querem conferir e não tem o privilégio de morar numa cidade grande onde haja pré-estreias em cópias legendada no meio da tarde. Sei que sou uma anulidade para discorrer sobre animações, mas tentemos...

Para começar, para uma animação realmente ser do meu agrado tem que ter um visual bonito, mesmo sendo algo bizarro ou incomum. Não gosto de desenhos mal feitos, como muitos do Cartoon Network e esses canais de desenho da televisão paga. Tanto que para o Anima Mundi, que pretendo ir, selecionei os curtas pelo visual e não pela história em si. Enfim, animações têm de ser agradáveis aos meus olhos para relamente me agradar. E este é um trunfo dos filmes de Hayao Miyazaki. Sempre mantém seu mesmo estilo (notem a semelhança do nariz de Sofia velha com o de Yubaba em A Viagem de Chihiro), e é esse visual peculiar, fugindo bastante dos padrões de animes usuais - exceptuando os olhos grandes -, que torna o filme tão interessante. As paisagens animadas, os cenários, e o movimento das personagens colaboram para eficácia dos argumentos fantasiosos de Miyazaki. São belos de admirar, imagens tentadoras que confrontam a luz e as sombras, misturando o conflituoso com o pacífico e delineando a subjetividade entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, colocando em foco as facetas presentes na vida real, em um simples conto de fadas acrescido de muito mais significado que as bobagens infantis que vêm nos apresentando (ou nos apresentaram num passado muito distante).

Não posso evitar uma comparação com a melhor animação já feita, em minha opinião de pseudo-cinéfilo-intelectual, A Bela e a Fera. O amor transparecendo a aparência, o amor na essência, a paixão que cala os traços físicos nos remetendo a alma (se é que existe) e ao interior. E o amor não é isso mesmo? Aquele sentimento ingrato que nos alegra e nos faz sofrer? Obviamente que na prática é quase impossível haver paixão quando não há atração física, mas muitas vezes a paixão faz com que nos sintamos fisicamente atraídos. O Castelo Animado ganha muito por ser sincero. Por transformar o que seria um filme realista em seres animados. Por utilizar a animação não como um mero instrumento de diversão e com o intuito de arrecadar milhões com piadas idiotas, e sim, como uma maneira de se mostrar eficaz ao tratar questões humanas num mundo fantástico. Levantar hipóteses de como poderia ser a vida com magia e encantamentos, de nos levar para o extraordinário. Acho que animações levam muito mais vantagem que filmes nesse quesito. Transpor o mundo fantasioso para as telas. O simples, às vezes, é o mais bonito em algo tão complexo, e tal simplicidade transforma o complexo em bonito, em agradável. A auto confiança, outro traço marcante no clássico da Disney, sempre presente em baixa naqueles que se consideram feios, também está presente. Não sei se me fiz claro com tudo isso. E as semelhanças que quero traçar é em relação a fanstasia mascarando o amor independendo das dificuldades.

Miyazaki tem um grande dom. Ele sabe nos transportar para um mundo encantado em que medos e pensamentos são transformados em características físicas, sendo tudo uma grande metáfora que funciona. Funiona pois aquele mundo criado é muito mais fascinante e bonito que o nosso. É o mundo do fantástico que não impõe limites e traça caminhos, e que deixa seguir seu curso com tal animosidade, que a didática incorporada é imperceptível. Eu gostaria de viver num mundo desses.

O filme narra a história de Sofia, uma jovem de 18 anos, que acaba entrando em contato com Howl. Uma bruxa invejosa então coloca um feitiço nela, fazendo-a aparentar 90 anos. Com isso, vê-se amedorntada pelas possíveis reações de seu círculo social e foge, buscando um novo estilo de vida. Até se deparar com o Castelo Animado de Howl.

Joe Hisaishi é um brilhante compositor. Mais uma vez produz uma trilha sonora fantástica que acompanha perfeitamente cada movimento da trama, assim como em A Viagem de Chihiro. É primoroso ver tal sincronia entre trilha e andamento do filme.

É difícil escrever sobre animações. Eu sei que não disse nada e que tem muito a ser dito. Não sei mais o que dizer, é um exemplo de filme que só a experiência de assistí-lo, pode agraciar tais memórias que em mim permaneceram. E é por essas que o filme ganhará 5 estrelas. Quem sabe assistindo novamente posso redigir algo mais interessante e de melhor maneira.

Nota: 90/100

Escutando: CD (Who's Next - The Who); Música (Little Green - Joni Mitchell)

A Descobrir

Um Tiro no Escuro (A Shot in the Dark, 64) - O único filme que eu vi com o Inspetor Clouseau até o momento me rendeu diversas gargalhadas. Fazia tempo que eu não via uma comédia tão engraçada e inovadora. Peter Sellers é um gênio. Anseio agora por ver o resto da coleção.  [90]



 Escrito por Gabriel Carneiro às 19h35
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9 Canções (Nine Songs, 04)


 

Pode conter SPOILERS (não que vá estragar algo do filme)

Nove Canções, o novo filme do (às vezes) polêmico Michael Winterbottom, foi minha escolha após árdua seleção. Nenhum filme realmente me instigou a escrever com paixão como muitos outros. Não sabia realmente sobre qual comentar, pois não sei se tenho muiyo a comentar sobre qualquer filme que vi recentemente. Entre os pré-selecionados estavam este; O Homem das Novidades, o fantástico filme com Buster Keaton que restreou nos cinemas paulista, ao menos; Caiu do Céu, o novo filme de Danny Boyle; e Encontros e Desencontros que revi há duas horas. Escolhi o mais polêmico e o que teria mais material para aprofundar e tentar ao menos redigir um texto interesante. Torçam por mim, para conseguir alcançar estas metas.

Lembro que ao ver no jornal a história deste filme, fiquei bastante interessado, principalmente pela participação em forma de show do The Dandy Warhols e do Michael Nyman, os que mais conhecia e mais gostava. O primeiro uma banda indie que traz bastante bagagem da década de 80, e ainda cria um som superior as "rivais"; o segundo, um pianista fantástico. Ainda trilhariam pelo percurso de menos de 70 minutos outras seis bandas: Black Rebel Motorcycle Club (abre e encerra a trajetória das 9 Canções), The Von Bondies, Elbow, Primal Scream, Super Furry Animals e Franz Ferdinand. Tanto que nem se tem muito a dizer sobre a história do filme, ela é praticamente nula, mas nem por isso entediante ou insignificante. Mesmo que em fatos não tenha muito a dizer, as cenas ali presentes dizem muito. Aliás: um casal se conhece num show (Black Rebel Motorcycle Club), e começam um relacionamento. Vemos o decorrer do relacionamento através dos shows seguintes e através de cenas de sexo.

O que acabei de dizer acima era ainda do período das pré-estréias. Quando estreou o filme, foi capa da Folha Ilustrada do dia. Empolgado fui ler a matéria. Fiquei tão desapontado com tal matéria, não por maltratar o filme, esculachando-o, mas por compará-lo ao mais que execrável O Império dos Sentidos, e por Michael ter este último filme como grande influência e inspiração. Reanimei-me novamente e resolvi encarar o filme, e aqui estou, feliz, por não ter me deparado novamente com um pornô de péssima qualidade.

Sexo pode dizer muito mais que indecência, pecado, pornografia, ou mesmo, apenas prazer. E acho que é aí que Winterbottom ganha meu apresso (ao menos nesse filme, pois é o úncio que vi de sua filmografia). Tais cenas não transpiram apenas sensualidade, transpiram beleza, sentimentos, empenho, melancolia e ganha uma dimensão muito maior que O Império dos Sentidos, por exemplo. Neste vemos o sexo como mero instrumento de chocar a platéia, querendo mostar um sexo sem paixão e sem conexão, sexo por sexo deixa de ser arte e torna-se pornografia; naquele, vemos duas pessoas que transam pelo prazer, não apenas sexual, mas o prazer daquelas almas que se encontram, é um sexo vivo que foge aos corriqueiros gritos escandalosos, caras exageradas de prazer e tentativas de excitar a platéia - como em qualquer filme pornô de quinta categoria -, e torna-se belo por ser comum, ao som de Nadia de Nyman. Quando estão prestes a tomar café da manhã e surge aquela ânsia por parte dela por possuir aquele corpo mais uma vez naqule curto período que tinham, o sexo transforma-se em poesia, com uma música linda, uma cenografia espetacular, e toda aquela paixão e fluidez vinda do casal. Isso sim é arte, arte emociona com o mais simples acontecimento do cotidiano, como o sexo. Diálogos nem sempre são fundamentais, porque tal cena diria muito mais e emocionaria muito mais que qualquer diálogo de qualquer filme metido a besta e a pop. 

Além dos trechos que shows que são exibidos (gostei de todos exceto de Whatever happened to my Rock and Roll do Black Rebel Motrocycle Club), trazendo bastante coisa interessante e nova para mim, ainda posso me deparar com fantásticas cenas de decepção e melancolia. O relacionamento já não era o mesmo, Matt mal se comunica com Lisa, não saem mais juntos. Acho que nada cairia melhor para mostrar tal desmoronamento da relação do que quando, após mostrar-se indisposta para sexo, ele a vê masturbando-se no quarto e obtendo o prazer que não conseguia mais com ele, e quando ela se recusa a ir ao show para ficar em casa. Relacionamentos definham-se e constroem-se através de sexo, e também definham-se e constroem-se independente do sexo. E sexo também uma espécie de oráculo, pois é um dos momentos mais vulneráveis da pessoa, e que se percebe muito do que se passa com a pessoa (e não digo apenas o ato em si, mas também as preliminares e o pós-sexo). O humano também é arte, é belo, é proeminente, é instigante, é o filme.

Não posso deixar de dar minhas vagas impressões sobre a fantástica trilha sonora. Graças a ela, me interessei em conhecer de fato o Super Furry Animals, fiquei estarrecido com a música do Elbow, gostei de Franz Ferdinand e Primal Scream (uma coisa inédita na minha vida - agora tentarei dar mais uma chance a eles), adorei o estlinho de brincadeira de CMom CMom, do The Von Bondies - mesmo tendo lido que essa é a única música da banda que presta. The Dandy Warhols e Michael Nyman são relamente espetaculares.

A fotografia é brilhante. Uma das melhores do ano. Cenários também, principalemnte da área gélida apresentada. Grande filme. A nota está subindo.

E toda aquela metáfora com a Antártida também é bem legal. Nem tudo está perdido.

Nota: 84/100

Escutando: CD (Songs of Love and Hate - Leonard Cohen); Música (One Caress - Depeche Mode)

A Descobrir

O Homem das Novidades (The Cameraman, 28) - Não se chegarei a comentar de fato esse filme aqui, fica então pelo menos essa notinha aqui. Enquanto assistia o filme não pude deixar de rememorar a cena de Os Sonhadores que em discutem quem é melhor: Charles Chaplin ou Buster Keaton. Q!uando vi, dizia Chaplin brincando. Hoje eu já não sei responder. Keaton é tão genial quanto. A comédia e a melancolia se agregam de maneira tão fácil e simples que é difícl dizer quem é o melhor. Por vias das dúvidas, fique com ambos.  [100]



 Escrito por Gabriel Carneiro às 20h50
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TOP 12 Romance

Ps.: Não consegui deixar de fora de um top os dois últimos da lista, seria muita injustiça. por isso, este top  é excepcionalmente com 12.

12 - Antes do Amanhecer (Before Sunrise, 1995) Dir.: Richard Linklater

11 - Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset, 2004) Dir.: Richard Linklater

10 - De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, 1999) Dir.: Stanley Kubrick

9 - Lolita (Lolita, 1962) Dir.: Stanley Kubrick

8 - Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965) Dir.: David Lean

7 - Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker's Dracula, 1992) Dir.: Francis Ford Coppola

6 - Brilho Eterno de uma mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004) Dir.: Michel Gondry

5 - Lendas da Paixão (Legend of the Falls, 1994) Dir.: Edward Zwick

4 - Don Juan DeMarco (Don Juan DeMarco, 1995) Dir.: Jeremy Leven

3 - Amor Além da Vida (What Dreams May Come, 1998) Dir.: Vincent Ward

2 - Casablanca (Casablanca, 1942) Dir.: Michael Curtiz

1 - ... E O Vento Levou (Gone With the Wind, 1939) Dir.: Victor Fleming



 Escrito por Gabriel Carneiro às 18h51
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Filmes vistos em Junho
Legenda: revistos

  • Melinda e Melinda (Melinda and Melinda, 04)  [30]
  • Esta Mulher é Proibida (This Property is Condamned, 66)  [81]
  • O Cachorro (El Perro, 04)  [90]
  • O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, 05)  [46]
  • Os Delinquentes (The delinquents, 57)  [36]
  • Drácula (Dracula, 31)  [80]
  • Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, 22)  [80]
  • Jornada nas Estrelas - O Filme (Star Trek: The Motion Picture, 79)  [81]
  • Fome de Viver (The Hunger, 83)  [52]
  • Coração Selvagem (Wild at Heart, 90)  [87]
  • A Vida Secreta dos Dentistas (The Secret Lives of Dentists, 02)  [80]
  • O Homem que Sabia Demais (The man Who Knew Too Much, 56)  [86]
  • Tentação (We Don't Live Here Anymore, 04)  [26]
  • Aliens - O Resgate (Aliens, 86)  [48]
  • Metropolis (Metropolis, 27)  [80]
  • Scarface - A Vergonha de uma Nação (Scarface, 32)  [86]
  • Em Busca do Ouro (The Gold Rush, 25)  [100]
  • Batman Begins (Batman Begins, 05)  [70]
  • Contra Corrente (Undertow, 04)  [44]
  • Mundo em Chamas (World in Flames, 40)  [80]
  • Filmando a Segunda Guerra (Shooting War, 00)  [68]
  • A Batalha de San Pietro (San Pietro, 45)  [50]
  • A Grande Ilusão (La grande Illusion, 37)  [77]
  • Madagascar (Madagascar, 05)  [60]
  • Os delicados (Staircase, 69)  [47]
  • Nicotina (Nicotina, 03)   [53]
  • Guerra dos Mundos (The War of the Worlds, 05)  [41]

Comentários: 27 filmes/mês é um bom número. Vi coisas muito boas. Fazia já um tempoo que não dava nota máxima para um filme. Melinda e Melinda é um Wody Allen bem ruim; O Cachorro é uma das maiores surpresas que o cinema latino poderia me dar; a cara do Bela Lugosi em Drácula é a melhor; Fome de Viver seria excepcional se não tirassem o David Bowie e o sentido da história; Metropolis seria uma obra-prima se não fosse tãoo longe e não tivesse aquela insuportável trilha sonora similar a de um jogo de atari; Scarface original é superior a refilmagem; Madagascar é por enquanto a melhor animação do ano, por isso meu nível de ansiosidade para O Castelo Animado é enorme.

Melhores:

  1. Em Busca do Ouro
  2. O cachorro
  3. Coração Selvagem
  4. Scarface - A Vergonha de uma Nação
  5. O Homem que Sabia Demais

Piores:

  1. Tentação
  2. Melinda e Melinda
  3. Os Delinquentes
  4. Guerra dos Mundos
  5. Contra Corrente


 Escrito por Gabriel Carneiro às 14h54
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Guerra dos Mundos (The War of the Worlds, 05)


 

Pode conter spoilers

Esse filme teve dois fatores negativos. Primeiro, foi o último filme que fui no cinema com a Mel até ela voltar de viagem daqui um mês (e isso muito tempo para se ficar longe dela) e, segundo, é o pior filme do Spielberg, meu diretor preferido. Ambos são terrivelmente tristes. O primeiro encerra-se por aqui, pois creio que ninguém entre aqui para ver lamúrias amorosas. Então me resta discursar a razão de tamanha decepção com um filme que esperava ser um dos melhores do ano. Eu, como grande fã do Spielberg, esperava um filmaço, ainda mais quando falaram que ele voltava aos tempos de Encurralado e Tubarão. Farsa. Spielberg exacerba no pieguismo e a tentativa de comoção sai extremamente forçada. E tirando o fato que não acaba com o exército americano salvando o mundo, várias cenas poderiam ter sido filmadas por Roland Emmerich. Muito triste isso.

Tem algo nas adaptações cinematográficas dos livros de H.G. Wells que me chamam atenção e me deixam em dúvida: era o livro que acabava do nada ou só são as adaptações? Em Guerra dos Mundos acontece isso, e em A Máquina do Tempo também. Não entendo, alguém que tenha lido o livro e frequente esse blog, por favor responda-me. Como Spielberg pôde fazer isso comigo? Eu, que coloco diversos filmes dele na minha lista de preferidos e que raramente desgosto de alguma obra dele. Espero que o projeto do final do ano seja muito superior. Não culpo apenas Spielberg pelo fiasco, mas pricipalmente ele.

Por que? Porque foi ele que escolheu o elenco, em péssima forma. Tirando Tim Robbins não há ninguém que se salve. Defendi Tom Cruise o ano passado, elegendo-o como Melhor Ator do Ano por sua performance em Colateral. E agora é dono de uma das piores do ano. Mais canastrão impossível. Dakota Fanning pode até ser uma boa atriz, mas ela é insuportavelmnte chata. Sua personagem é sempre a mais irritante, a mais metida a sabichona. Vocês não tem idéia de como eu torci para ela ser pulverizada por um daqueles raios. Cada vez mais ela me irrita, não aguento mais filmes com ela.

Pelo menos o filme tem uma coisa sensacional. Mostra a ignorância dos EUA em relação ao mundo: "Eles não são daqui, são de outro lugar." "Eles são da Europa?", genial, não? Mas também só isso, pois a história é praticamente nula, e reina-se as cenas da destruição e o sentimentalismo. Ok, Ok, não me venham falar que é uma síntese do espírito norte-americano pós 11 de Setembro, assim como todos tiveram seus lançamentos em perídos críticos. Não é isso que vai tornar o filme melhor - e só para constar, a versão da década de 50 é bem superior a essa -, só porque temem o terrorismo, e que estão atordoados. Se ainda aprofudassem tal temática, mas tais palavras de medo são apenas jogadas. E por que  tinham que acabar da pior maneira possível o filme. Ele era razoável e se tornou pior. Aliás, acho que duas estrelas são de piedade, porque não consigo dar menos que isso para Spielberg.

Nunca reclamei de filmes que são praticamente efeitos visuais, pois muitos deles são ao menos divertidos. Mas esse relamente me irritou. Independente de serem bem feitos - assim como em todos os filmes do Spielberg, as categorias técnicas dão um show -, eles tomam todo espaço da história, não há desenvolvimento. São três pessoas buscando a todo custo a sobrevivência dos ataques alieníginas que sem razão resolvem atacar o planeta. Olha aí a grande vazão para se explorar ao máximo os efeito visuais.

Nunca vi alguém com tanta sorte como o Tom Cruise no filme. Os raios sempre vão exatamente ao lado dele, e nunca nele. Falhas, falhas, tsc, tsc, tsc... E ainda fui obrigado a ver na Folha um ranking de maldade dos vilões das histórias do Spielberg, e esses alieníginas recebem 10, o único com nota máxima, e criaturas muito mais apavorantes recebendo menos. O tubarão de Tubarão recebendo 8. Vai entender. E por favor, expliquem-me a razão de todo auê nesse filme. Por que falam que é maravilhoso? Spielberg já fez tanta coisa melhor, na verdade, tudo o que fez é melhor. Mas, sério, por que falam tão bem do filme?

Ao menos posso dizer que as cenas de ação são divertidas. Ri bastante. E não acho isso bom, porque o filme deveria possuir uma certa tensão e não cair para a sátira e para o cômico. Não há sustos, não há tensão, há cenas para nos fazer rir com a desgraça alheia. E o filme se leva a sério, aí reside o problema.

A história é básica e velha conhecida: alienígenas (que são muito burros) planejam por milhares de ano um ataque a Terra visando seu fim. Um dia eles resolvem fazê-lo.

Tá. Muito bonitinha a mensagem final, aquela historinha das amebas e tal. Mas cai em entre nós, é simplesmente muito fácil. Isso me deixou bem desgostoso. Além do sentimentalismo sempre presente nos filmes do cara, mas geralmente eles nivelam o razoável. Esse foi demais. Exagero ao extremo nunca é bom. Falhou nessa conclusão. Clima de deu tudo certo, e somos perfeitos, e resolvemos sempre nossas falhas, e mesmo que o mundo esteja um caos, sempre haverá solução. E isso não funciona em Guerra dos Mundos. Gostaria de voltar a aprofundar meus textos. Mas nesse filme nada posso aprofundar além da minha decepção com o mestre. E acho que já falei demais.

Nota: 41/100

Escutando: CD (Forever Changes - Love); Música (The Chalet Lines - Belle and Sebastian)

A Descobrir

Esta Mulher é Proibida (This Property is Condamned, 66) - Adorei esta adaptação do grande Tenesse Williams comandada por Sidney Pollack. Uma garota que conta a história da irmã e de seu passado de glória e que sonha a todo custo se mudar, até encontrar o homem de sua vida. Com o nível exato de drasticidade, o filme conclui-se muito bem. Natalie Wood é maravilhosa. Wish me a rainbow, wish me a star...  [81]



 Escrito por Gabriel Carneiro às 21h10
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